Uma breve história dos GATOS

admin | Geral | Sábado, 29 de Dezembro de 2007

Interessantíssimo este texto, de autoria da Martha Follain! Aprendi algumas coisas!
Miaubraços,
Iridê

UMA BREVE HISTÓRIA DOS GATOS
por Martha Follain

Há cerca de 70 milhões de anos, quando surgiram os primeiros animais mamíferos, surgiram os creodontes, que se desenvolveram após a extinção dos dinossauros - e, a história dos felinos começou com os creodontes.

Os creodontes deram origem aos miacis, há cerca de 40 ou 50 milhões de anos. Os miacis evoluiram , prosperaram e, transformaram-se na moderna família de carnívoros que conhecemos na atualidade. O gato partilha com cães, ursos, doninhas, etc., o mesmo ancestral comum. Os miacídeos tinham o cérebro maior que os creodontes e cerca de 40 dentes.

Dentre as diversas ramificações dos miacis, podemos encontrar os primeiros felinos: os proailurus, que caminhavam com a planta das patas no chão. Há 20 milhões de anos os proailurus deram lugar aos pseudaelurus, que já caminhavam nas pontas dos dedos e possuíam caninos poderosos e afiados.

Deste grupo, emergiu o felidae, antepassado direto do atual gato doméstico. Durante os milhões de anos seguintes, o felidae subdividiu-se em muitas espécies, todas ligadas aos gatos modernos.

Grupos de felinos selvagens começaram a se espalhar pelo mundo, emigrando quando a caça se tornava escassa .Desta forma surgiram espécies variadas, cada uma adaptada a um habitat particular e às presas que existiam no local. Poucas dessas espécies sobreviveram (dentre as espécies extintas estão os tigres dentes-de-sabre, ancestrais diretos dos felinos modernos que, desapareceram há 35 milhões de anos).

A evolução da espécie fez surgir criaturas construídas para sobreviver. Os gatos de então já possuíam garras retráteis, que proporcionavam maior velocidade nas caçadas e contribuíam para um bote certeiro e mortífero. A dentição do gato também evoluiu com perfeição, com dentes preparados para segurar, furar, cortar e reduzir a presa a pequenos pedaços que poderiam ser facilmente engolidos.

Com o processo de domesticação outras mudanças aconteceram, tanto físicas quanto comportamentais . O cérebro diminuiu, o sistema digestivo modificou-se para se adaptar a outro tipo de alimentação, a pelagem tornou-se mais variada e, o gato tornou-se mais para adequar-se ao convívio com o homem.

Porém, o gato, é um animal que, ainda não está totalmente domesticado. A domesticação é um processo que requer várias gerações de acasalamentos seletivos, de modo a permitir mudanças fisiológicas, morfológicas e/ou comportamentais. Não se sabe qual a extensão de tempo que esse processo pode levar. O processo de domesticação do gato ( Felis catus) foi único. Inclusive estuda-se a hipótese dos gatos terem passado por “autodomesticação” : isto, é, os humanos influenciaram pouco ou nada nas mudanças, exceto pela permissão dos gatos próximos a eles, a fim de aumentar a chance de sobrevivência e de melhor desempenho reprodutivo. É mais provável que tenha havido influência gradativa, que se tornou mais significativa.

Exceto para o gato, o acasalamento durante o processo de domesticação de vários animais foi norteado pela seleção de características comportamentais que são mais quantitativas que qualitativas, resultando em maior docilidade e facilidade de treinamento.

Os gatos seguiram a urbanização de populações humanas, de modo que o acasalamento era mais uma questão de proximidade que de seleção humana.

O gato foi renegado em relação à proteção e companhia com a exterminação em massa na Europa e, obviamente, não se adotou o acasalamento seletivo. Mesmo com o retorno dos gatos auxiliado pelas Cruzadas, a situação era mais de tolerância que de aceitação total. Portanto, historicamente, vários anos se passaram antes que o gato conseguisse uma posição na qual o acasalamento seletivo pudesse contribuir no desenvolvimento de características comportamentais desejáveis para um animal domesticado.

O gato, conseguiu aproximar-se do homem, pelas suas qualidades de caçador – sem virar comida. Há 7 mil anos foram encontrados restos mortais do “felis libyca”, durante escavações em Jericó, atual Cisjordânia.

Mas, foram os antigos egípcios , os primeiros a usá-los no controle de animais daninhos que atacavam seus estoques de grãos.

No Egito o gato era reverenciado como um deus. Foi na forma de um gato que o grande deus sol Rá venceu Apep, a serpente da escuridão.

A deusa Bast ou Pasht ou Bastet era representada por uma gata ou pela cabeça de uma gata. Bast tornou-se tão importante que, os gatos passaram a ser venerados por todo o Egito. Os egípcios achavam que ter um gato em casa era garantia de muitos filhos na família, porque a deusa Bastet era também a deusa do amor e da fertilidade.

Comê-los ou matá-los era considerado um crime.

Quando um gato doméstico morria no Egito antigo, os donos raspavam as próprias sobrancelhas em sinal de luto .

Os gatos no Egito eram mumificados e enterrados formalmente. Era ilegal contrabandear gatos para fora do Egito.

Na Idade Medieval a Igreja Católica associou o gato a satanás e, portanto, às bruxas. Dessa forma, gatos, principalmente de pelagem preta, foram perseguidos e sacrificados largamente.

O Renascimento foi considerado uma época áurea para os gatos - quase todas as residências tinham um, dos castelos aos casebres na periferia das cidades.

A partir do século XVIII voltaram a ser populares e adorados como animais domésticos.

Autora: Martha Follain

Formação em Direito, Neurolingüística, Hipnose, Regressão.

Terapia Floral de Bach e Aromaterapia - animais e humanos

CRT 21524

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